sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sobe para 19 número de mortos por explosão em fábrica chinesa


Pequim, 25 fev (EFE).- O número de mortos pela explosão em uma fábrica de amido e glicose da província chinesa de Hebei (norte) subiu hoje para 19 segundo as equipes de resgate, que estão há 22 horas seguidas trabalhando, informou a agência de notícias estatal "Xinhua".
O número de feridos neste acidente é de 49, oito deles em estado grave.
O acidente ocorreu ontem em Funing, na cidade de Qinhuangdao. Na tarde de hoje as equipes de socorro finalizaram seus trabalhos, após resgatar dos escombros outros cinco corpos.
Um ferido grave morreu após ser levado ao hospital.
No total, havia 107 operários trabalhando na oficina Número 4 da fábrica Qinhuangdao Lihua Starch Co.Ltd. quando aconteceu a explosão na tarde de ontem e 39 deles conseguiram sair ilesos.
O Governo provincial está investigando as causas do acidente e os resultados preliminares indicam que a explosão pode ter ocorrido por materiais inflamáveis.
A fábrica privada, com um capital registrado de US$ 146,6 milhões, produz amido e glicose e tem 3 mil funcionários.
As autoridades ordenaram a interrupção da produção. A Polícia deteve o subdiretor e o responsável do setor onde aconteceu a explosão.
Com cerca de 10 mil mortos por ano, a China registra o mais alto índice de mortes por acidentes de trabalho no mundo, concentrado em sua maioria no setor de minérios devido à falta de medidas de segurança laboral e ao estado obsoleto das instalações. EFE
Notícia de O Globo 25/02/2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dieese rebate argumento da Fiesp contra redução da jornada

 Notícia do portal dos trabalhadores - 20 DE FEVEREIRO DE 2010 - 21H40

Segundo o Dieese, a redução da jornada para 40 horas semanais, associada à coibição das horas extras, pode gerar mais de 2,5 milhões de postos de trabalho.
 A Proposta de Emenda Constitucional 231/95, que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais causou pânico no meio empresarial. No mesmo dia, terça-feira (9), em que as seis centrais sindicais se reuniram com o presidente do Congresso, Michel Temer (PMDB), os empresários tomaram a frente para impedir qualquer mudança nas leis trabalhistas.
No dia seguinte, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e a Ciesp ) divulgaram uma nota oficial posicionando-se contra a proposta argumentando que “a redução obrigatória da jornada de trabalho não é boa para o trabalhador, nem para o empresário e, muito menos, para o Brasil”.
Em 2009, no início da crise econômica mundial, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, propôs que os trabalhadores assinassem acordos com redução de jornada e redução de salário como forma de saída para crise, admitindo implicitamente que a diminuição do tempo de trabalho era necessária para preservar o nível de emprego. 
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), que estuda o tema há algum tempo, lançou uma nota à imprensa rebatendo o argumento de que a redução não é boa para os trabalhadores e para o Brasil. Segundo o texto, a proposta de redução da jornada para 40 horas semanais, associada à coibição das horas extras, pode gerar mais de 2,5 milhões de postos de trabalho. 
Os efeitos sobre a economia serão amplamente benéficos, segundo o órgão. "A combinação de todos os fatores desencadeados pela redução de jornada, sem redução de salários, provoca a geração de um círculo virtuoso na economia, combinando a ampliação do emprego, o aumento do consumo interno, a elevação dos níveis de produtividade do trabalho, a melhoria da competitividade do setor produtivo, a redução dos acidentes e doenças do trabalho, a maior qualificação do trabalhador, a elevação da arrecadação tributária, enfim um maior crescimento econômico com melhoria da distribuição de renda".
Fonte: www.portaldostrabalhadores.com.br