BARBÁRIE NO MUNDO DO TRABALHO
 44 trabalhadores foram assassinados na semana passada na África do Sul. A tragédia revolve a lembrança da política do apartheid, na qual a resposta da violência prevalecia sobre o diálogo e sobre o respeito à vida humana de homens simples, pais, filhos, irmãos, etc. Ocorre que todos os mortos eram homens, mas homens em uma sociedade desigual e desumanizada.
As mortes ocorreram após a 3.000 trabalhadores serem agredidos por militares que tinham por missão dispersar um protesto de mineiros. Os peões, que estavam armados com os instrumentos de trabalho (enxada, foice, chibanca e barras de ferro), reivindicavam melhores condições de trabalho na mina Marikana, distante há aproximadamente 100 quilômetros de Johanesburgo.
A violência contra os trabalhadores na localidade não é algo novo. Antes do episódio mencionado 10 (dez) empregados da mina já foram assassinados, inclusive um dirigente sindical que sucumbiu ao chão após ser espancado por horas seguidas.
A mina Marikana é explorada pela empresa inglesa Lonimn e considerada uma das maiores produtoras de platina do mundo. Estima-se que o gasto despendido até agora com militares acampados no entorno da mina, com a manutenção de helicópteros sobrevoando a área de produção e com a  munição utilizada no confronto, resulta em montante que é superior ao valor suficiente para atender o aumento reivindicado pelos trabalhadores.
Até quando?
A barbárie parece renovar-se cada vez com brutalidade infinita.
Proletariado do mundo, a resposta está cada vez convosco. UNI-VOS!!!

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